BANCOS inventam dinheiro a partir do NADA
:
Quanto maior for o crescimento do banco maior é
a inflação gerada pelo mesmo.
Isto porque o banco vive dos empréstimos que faz com o dinheiro que
lá tem depositado. Seria de supor que os seus depósitos cobririam
os empréstimos do banco mas isso está longe de suceder.
O banco comercial,
o seu banco de todos os dias, cria na realidade o dinheiro que empresta,
numa escala que chega a ser 10 vezes superior à que tem em depósitos.
No fundo, inunda o
mercado de dinheiro virtual que não existe a não ser em dígitos
informáticos e que nunca foi emitido.
Qualquer empregado bancário lhe dirá que só a banca
central pode emitir e criar dinheiro e que o banco comercial não o
faz.
Isto é compreensível pois a educação financeira
não é o forte dos funcionários bancários que
infelizmente têm de se preocupar mais em cumprir objectivos de vendas,
etc.
E de facto, não existe nenhuma rúbrica na contabilidade de
um banco que fale de “dinheiro criado”.
Mas sabendo que um banco precisa de ter o equivalente a 10% do seu total
em reservas é fácil perceber que o banco comercial cria mesmo
o dinheiro a partir do nada. Senão vejamos:
O banco A coloca 1000 no banco central de reserva e pode assim emprestar
10000.
Estes 10000 são absorvidos pelos clientes dos empréstimos que
o depositam noutro banco, o banco B, que por sua vez vai depositar no banco
central como reserva dos seus empréstimos.
Quer isto dizer que o banco B poderá emprestar mais 100000, que continuarão
este carrossel sem parar, criando dinheiro a partir dos 1000 iniciais sem
qualquer restrição.
E aumentando o dinheiro em circulação, sem um correspondente
aumento da quantidade dos bens de consumo, só pode significar aumento
dos preços, a inflação como é agora chamada.
Assim, como cada banco tem de emprestar o máximo que pode para poder
crescer, vai ser gerador de inflação pois contribui para o
aumento da massa monetária
( fonte:
APEFI )
« Quero toda a Terra e mais 5 % »
De Onde vem o dinheiro?
Como surge o endividamento?
Como os Bancos nos roubam? Porque cobram juros sem motivo? Imperdível
esta leitura ..!
Introdução ( por Sílvio):
Este Texto muito explicativo, mostra-nos como surgiu
a noção de dinheiro, como os Bancos cobram juros por dinheiro
que não emprestam totalmente, como somos enganados por esse sistema.
Como os Bancos nos controlam e nos exploram.
Texto:
( Tirado do site www.umanovaera.com, com conssentimento
do webmaster Jackson, meu amigo. Alterei apenas algumas palavras para Português
Europeu, de Portugal, e inseri outras fotos).
Fabian estava
entusiasmado enquanto ensaiava mais uma vez o seu discurso que ia apresentar
pela manhã para a multidão. Ele sempre desejou prestígio
e poder, agora os seus sonhos iam tornar-se realidade.
Ele era um artesão que trabalhava com prata e ouro, fabricando jóias
e ornamentos, mas não estava contente por ter que trabalhar para viver.
Ele precisava de entusiasmo, um desafio, e agora o seu plano estava pronto
para começar.
Geração após geração as pessoas utilizaram
o sistema de escambo.
Um homem mantinha a sua família suprindo-a do necessário para
viver ou especializava-se em algum tipo de comércio particular. Os
bens excedentes da sua própria produção eram trocados
pelos excedentes de outras pessoas.
Não havia tempo para uma boa conversa. Precisava-se um sistema melhor.
Normalmente, as pessoas eram felizes e desfrutavam os frutos do seu trabalho.
Em cada comunidade, um governo simples tinha sido
formado para garantir que as liberdades e os direitos das pessoas fossem protegidos,
e que nenhum homem fosse forçado por nenhum outro homem ou grupo de
homens a fazer qualquer coisa contra a própria vontade.
Este era o único propósito do governo e cada governador era
apoiado voluntariamente pela comunidade local que o havia eleito.
No entanto, o dia de mercado era um problema que não podiam solucionar.
Uma faca valia uma ou duas cestas de milho? Uma vaca valia mais do que um
carroça?... etc. Ninguém havia pensado num sistema melhor.
Fabian anunciou: "Tenho a solução
para nossos problemas de escambo, e convido todos para uma reunião
pública amanhã".
No dia seguinte houve uma reunião na praça
da cidade e Fabian explicou para todos o novo sistema que ele chamou de "dinheiro". A idéia parecia
boa. "Como vamos começar?" perguntaram
as pessoas.
Fabian:
"O ouro que eu uso em ornamentos
e jóias é um metal excelente. Não perde o brilho nem
enferruja e vai durar muitos anos. Fundirei um pouco do meu ouro em moedas
e vamos chamar cada moeda de "um dólar".
Ele explicou como esses valores iam funcionar, e que esse "dinheiro" seria realmente um meio para
o intercâmbio -
Um sistema muito melhor do que o escambo.
Um dos governadores questionou, "Algumas pessoas podem achar ouro e fazer
moedas para si mesmas", disse ele.
"Isso seria muito injusto",
Fabian tinha a resposta pronta. "Só
as moedas aprovadas pelo governo podem ser utilizadas e estas vão
ter uma marca especial gravada nelas".
Isso parecia razoável
e foi proposto que se dê a cada homem um número igual de moedas.
"Só eu mereço a maioria,"
disse o fabricante de velas, "Todos
utilizam as minhas velas". "Não",
disse o fazendeiro, "sem alimento não
há vida, com certeza nós temos que ter a maior quantidade de
moedas". E a discussão continuou.
"E qual é o seu pagamento?"
as pessoas perguntaram a Fabian.
"Posto que
vos estou oferecendo um serviço, ou seja, o suprimento de dinheiro,
vocês dão-me direito a receber pagamento pelo meu trabalho.
Vamos dizer que para cada 100 moedas que vocês obtêm, devolvem-me
105 por cada ano que vocês mantêm a dívida."
As 5 vão ser meu pagamento,
e vou chamar esse pagamento de "juros".
Não parecia existir outra maneira, e aliás, 5% parecia pouco
para um ano.
"Voltem próxima sexta-feira e vamos começar".
Fabian não perdeu tempo. Fez moedas noite
e dia, e no final de semana já estava pronto.
As pessoas fizeram fila para entrar na sua loja, e depois das moedas terem
sido examinadas e aprovadas pelos governadores, o sistema passou a vigorar.
Algumas pessoas pediram só umas poucas moedas e saíram para
experimentar o novo sistema.
Acharam o dinheiro maravilhoso, e rapidamente valoraram tudo em moedas de
ouro ou dólares.
O valor que puseram em cada coisa foi chamado de "preço" e o preço dependia
principalmente da quantidade de trabalho requerida para produzir o bem.
Se levava muito trabalho o preço era alto mas se o bem era produzido
com pouco esforço o preço era baixo.
Numa cidade morava Alan, que era o único relojoeiro. Os seus preços
eram altos porque os clientes estavam ansiosos por pagarem para obter um
dos seus relógios.
Depois outro homem começou a fazer os relógios e ofereceu-os
com um preço mais baixo para conseguir vendas. Alan foi forçado
a baixar seus preços e depois todos os preços caíram,
assim os dois homens se esforçaram para dar a melhor qualidade com
o menor preço. Essa era a genuína livre competição.
O padrão de vida elevou-se e depois de pouco tempo as pessoas perguntaram-se
como podiam ter vivido antes sem dinheiro.
Era verdade que Fabian gastava algumas moedas, mas ele sozinho não
podia gastar tanto como os 5% da economia total do país. Haviam milhares
de pessoas e Fabian era só um. Além disso, ele ainda era um
ourives vivendo uma vida confortável.
Nos fundos da sua loja, Fabian tinha um cofre e
as pessoas acharam conveniente deixar algumas das suas moedas com ele por
segurança. Fabian cobrava uma pequena quantia, dependendo da quantidade
e do tempo que o dinheiro permanecia com ele e dava ao dono das moedas um
recibo por cada depósito.
Quando uma pessoa fazia compras, normalmente não levava muitas moedas
de ouro. Essa pessoa dava ao mercador um dos recibos de Fabian segundo o
valor das mercadorias que desejava comprar.
Os mercadores reconheciam o recibo como verdadeiro e aceitavam-no com a
idéia de levá-lo depois a Fabian para retirar uma quantidade
equivalente em moedas. Os recibos passaram de mão em mão ao
invés do próprio ouro. As pessoas confiavam totalmente nos
recibos - elas os aceitavam como se fossem tão bons quanto as moedas
de ouro.
Em pouco tempo, Fabian notou que era muito pouco freqüente que uma
pessoa pedisse de volta suas moedas de ouro.
Ele pensou: "Aqui estou eu, na posse de todo este ouro
e continuo tendo que trabalhar duro como artesão. Não faz sentido.
Há muitas pessoas que ficariam contentes de me pagar juros pelo uso
deste ouro que está guardado aqui e cujos donos raramente pedem de
volta."
É verdade que o ouro não
é meu, mas está no meu poder e é o que interessa. Praticamente
não preciso mais de fazer moedas, posso utilizar algumas das
que estão guardadas no cofre."
No início ele era muito precavido, emprestando umas poucas moedas
de cada vez e somente quando tinha certeza da sua devolução.
Mas aos poucos adquiriu confiança e emprestou quantidades cada
vez maiores.
"Em vez de você levar todas estas moedas podemos fazer um depósito
em seu nome e então eu dou-lhe vários recibos com o valor das
moedas".
A pessoa que pediu o empréstimo concordou
e saiu com um maço de recibos.
Ela tinha obtido um empréstimo, no entanto o ouro continuava no cofre
de Fabian.
Depois que o cliente saiu, Fabian sorriu. Ele podia
ter seu bolo e ainda por cima comê-lo. Ele podia "emprestar" o ouro e ainda mantê-lo
no seu poder.
(Nota, sílvio:
É o que os Bancos fazem connosco)
Os amigos, os estrangeiros e até os inimigos necessitavam de fundos
para continuarem os seus negócios e desde que pudessem garantir a devolução,
podiam pedir emprestado tanto quanto necessitassem. Simplesmente escrevendo
recibos Fabian podia "emprestar" várias vezes o valor do ouro que
havia no seu cofre, e ele nem sequer era o dono do dinheiro. Tudo era seguro,
desde que os donos verdadeiros não pedissem a devolução
do seu ouro e a confiança das pessoas fosse mantida.
Ele tinha um livro onde registrava os débitos e os créditos
de cada pessoa. De facto, o negócio de empréstimos estava sendo
muito lucrativo.
A sua posição social na comunidade
aumentava quase tão rapidamente quanto sua riqueza. Ele estava se
tornando um homem importante e requeria respeito. Em matéria de finanças,
a sua palavra era como uma declaração sagrada.
Os ourives de outras cidades ficaram curiosos sobre suas atividades e um
dia chamaram-no para ter uma audiência com ele. Fabian disse-lhes o
quê ele estava fazendo, mas ressaltou cuidadosamente a necessidade de
manter o segredo.
Se o plano deles fosse exposto, o esquema falharia, assim todos concordaram
em formar a sua própria aliança secreta.
(n. silvio:
Faz-me lembrar os Bilderberg).
Cada um voltou à sua cidade e começou a trabalhar como Fabian
lhes tinha ensinado.
As pessoas agora aceitavam os recibos como se fossem tão bons quanto
o ouro e muitos recibos foram depositados para mantê-los em segurança
da mesma maneira que as moedas. Quando um mercador desejava comprar mercadorias
de um outro, ele simplesmente redigia uma nota curta dirigida a Fabian na
qual o autorizava a transferir o dinheiro da sua conta para a do segundo mercador.
Fabian gastava apenas alguns minutos para ajustar os números no livro.
Esse novo sistema tornou-se muito popular e as notas com a instrução
de transferência foram chamadas de "cheques".
Mais tarde, numa noite, os ourives tiveram uma outra reunião secreta
e Fabian revelou-lhes um novo plano.
No dia seguinte, eles convocaram uma reunião com todos os governadores
e Fabian começou: "Os recibos
que nós emitimos tornaram-se muito populares. Sem dúvida, a
maioria de vocês, os governadores, estão-os usando e acham que
são muito convenientes". Os governadores concordaram, embora
se perguntassem qual era o problema.
"Bem", continuou Fabian, "alguns recibos estão sendo copiados
por falsificadores.
Os governadores alarmaram-se: "O
quê podemos fazer?" perguntaram. Fabian respondeu, "A minha proposta é: primeiro de
tudo, vamos fazer com que seja o trabalho do governo a impressão de
novas notas num papel especial com desenhos muito intricados. Cada nota será
assinada pelo principal governador. Nós ourives ficaremos felizes
de pagar os custos da impressão, por que vai poupar-nos o tempo que
passamos redigindo os nossos recibos".
Os governadores pensaram, "Bem, o nosso trabalho é proteger
as pessoas contra falsificadores e este vosso conselho parece certamente
uma boa idéia". Concordaram então em imprimir as notas.
"Em segundo
lugar," disse Fabian, "algumas
pessoas têm feito escavações e estão fazendo as
suas próprias moedas de ouro. Sugiro que vocês aprovem uma lei,
para que qualquer pessoa que encontre pepitas de ouro, deva entregá-las.
É claro que essas pessoas
vão ser pagas com notas e moedas".
A idéia parecia boa, e sem pensar muito
nisso, imprimiram uma grande quantidade de notas novas. Cada nota tinha um
valor impresso nela de $1, $2, $5, $10 etc. Os pequenos custos de impressão
foram pagos pelos ourives.
As notas eram muito mais fáceis de transportar e rapidamente foram
aceitas pelas pessoas. Apesar da sua popularidade, essas notas e moedas eram
usadas somente em 10% das transações. Os registros mostraram
que o sistema de cheques era utilizado em 90% de todos os negócios.
A etapa seguinte do plano dele começou. Até agora, as pessoas
estavam pagando a Fabian para guardar o dinheiro delas. Para atrair mais
dinheiro ao seu cofre, Fabian ofereceu pagar aos depositantes 3% de juros
sobre os seus depósitos.
A quantidade das poupanças cresceu e com o dinheiro adicional nos
cofres, Fabian podia emprestar $200, $300, $400 e as vezes até $900
para cada $100 em notas e moedas que ele mantinha em depósito. Ele
teve que ter cuidado para não ultrapassar esta relação
de 9 a 1, uma vez que uma pessoa de cada dez queria retirar as suas notas
e moedas para utilizá-las.
Se não houvesse dinheiro suficiente quando
requerido, as pessoas ficariam desconfiadas já que os livros de depósito
mostravam o quanto elas tinham depositado. Ainda assim, sobre os $900 que
os livros contábeis demonstravam que Fabian tinha emprestado redigindo
cheques, ele podia cobrar até $45 de juros, ou seja, 5% de 900. Quando
o empréstimo mais os juros eram devolvidos ($945), os $900 eram cancelados
no livro de débitos e Fabian ficava com os $45 de juros. Portanto,
ele estava mais que contente de pagar $3 de juros sobre os $100 depositados
originalmente, os quais nunca tinham saído do seu cofre. Isto significava
que, para cada $100 que mantinha em depósito, era possível
obter um lucro de 42%, enquanto a maioria das pessoas pensava que ele só
ganhava 2%. Os outros ourives estavam fazendo a mesma coisa. Criavam dinheiro
do nada, apenas com as suas assinaturas num cheque, e ainda por cima cobravam
juros sobre ele.
É verdade que eles não estavam fabricando dinheiro, o governo
imprimia as notas e entregava-as aos ourives para serem distribuídas.
O único gasto de Fabian era o pequeno custo de impressão. No
entanto, eles estavam criando dinheiro de crédito que vinha do nada
e sobre o qual faziam incidir juros. A maioria das pessoas acreditava que
a provisão de dinheiro era uma operação do governo.
Acreditavam também que Fabian lhes estava emprestando
o dinheiro que alguém mais tinha depositado, mas era estranho que
nenhum depósito decrescia quando Fabian emprestava dinheiro. Se todos
tivessem tentado retirar os seus depósitos ao mesmo tempo, a fraude
teria sido descoberta.
(Nota, silvio: Por exemplo quando
a Venezuela teve a grande crise financeira, milhares de desempregados, os
Bancos não permitiram aos cidadãos levantarem todas as suas
economias, pois os Bancos ficariam sem nada, eles não possuíam
esse dinheiro todo para devolver. Ficariam na “banca rôta” ).
-Não havia problemas quando alguém pedia um empréstimo
em moedas ou notas. Fabian simplesmente explicava ao governo que o aumento
da população e da produção requeria mais notas,
e ele obtinha-as por pequeno custo de impressão.
Os $5 extras não podem ser
pagos nunca, já que não existem."
Os fazendeiros produzem comida, os
industriais produzem bens e assim fazem todos os demais, mas somente você
produz dinheiro. Suponha que existam somente dois empresários em todo
o país, e que nós empregamos o resto da população.
Pedimos-lhe emprestado $100 cada um, pagamos $90 em salários e gastos
e ficamos com $10 de lucro (nosso salário). Isso significa que o poder
aquisitivo total de toda a população é $90 + $10 multiplicado
por dois, isto é $200. Mas, para lhe pagar, nós devemos vender
toda a nossa produção por $210. Se um de nós tiver sucesso
e vender toda a produção por $105, o outro homem só
pode esperar obter $95. Além disso, parte dos seus bens não
pode ser vendida, já que não restaria mais dinheiro para comprá-los.
Tendo obtido só $95, o segundo
empresário ainda deveria a você $10 e só poderia pagar-lhe
pedindo mais emprestado. Este sistema é impossível".
O homem continuou, "Certamente você
deveria emitir $105, ou seja 100 para mim e 5 para os seus próprios
gastos. Assim, haveria $105 em circulação e a dívida
poderia ser paga".
Fabian escutou em silêncio e finalmente disse: "A economia financeira é um assunto
muito profundo meu amigo, requer anos de estudo. Deixe que eu me preocupo
com estes assuntos e você preocupa-se com os seus. Você deve
tornar-se mais eficiente, aumente a sua produção, reduza seus
gastos e torne-se um melhor empresário. Sempre vou estar disposto
a ajudá-lo nesses assuntos".
Continuando a matéria:
O homem se foi sem se dar por convencido. Havia alguma coisa errada com
as operações de Fabian e ele sentiu que as suas perguntas tinham
sido evitadas.
No entanto, a maioria das pessoas respeitava a palavra de Fabian -"Ele é o perito, os demais devem
estar errados. Olhem só como é que o país se desenvolveu.
Os assalariados queixaram-se de que os salários eram muito baixos.
Os empresários negaram-se a pagar maiores salários, dizendo
que quebrariam.
Os fazendeiros não podiam obter preços justos pela sua produção.
As donas de casa queixavam-se de que os alimentos estavam muito caros.
( Nota,
Sílvio: Isto é a inflacção, aumento do custo
de vida, que sofremos hoje em dia).
Só podiam pensar no dinheiro, que sempre parecia faltar. Mas nunca
questionaram o sistema. Eles acreditavam que o governo o estava controlando.
Alguns poucos tinham junto o seu dinheiro em excesso e formaram companhias
de empréstimos ou "companhias financeiras". Podiam obter 6% ou mais,
desta maneira, o que era melhor do que os 3% que Fabian pagava, mas só
podiam emprestar o dinheiro que possuíam - Não tinham o estranho
poder de criar dinheiro do nada simplesmente registrando números num
livro.
Estas companhias financeiras de alguma maneira preocupavam Fabian e os seus
amigos, então eles logo formaram as suas próprias companhias.
Na maioria dos casos, compraram as outras companhias antes que começassem as suas operações.
Em pouco tempo, todas as companhias financeiras ou pertenciam a eles ou estavam
sobre o controle deles.
Os governantes não podiam achar uma resposta, e além disso,
o problema imediato parecia ser combater a crescente pobreza.
O Governo empreendeu então esquemas de previdência
e fizeram leis forçando as pessoas a contribuírem com eles.
Isto fez com que muitas pessoas ficassem irritadas - Elas acreditavam na
velha idéia de ajudar o vizinho voluntariamente.