Este texto foi retirado de uma reportagem da revista "Visão"
nº 757 de Setembro de 2007...«Máfias da Noite
»
Páginas 80 a 85, pelos jornalistas Miguel
Carvalho e Mário David Campos..
Cito apenas algumas partes da reportagem...
A reportagem começou por falar em Aurélio Palha,
assassinado, tinha 42 anos, fez segurança no Fc Porto e foi
porteiro em bares e discotecas, em
Porto e Matosinhos. Conhecia bem o mundo das drogas e das armas,
onde fez amizades e inimizades. Era um dos maiores nomes ,ele.
A segurança ilegal era imposta, muitas vezes, à
froça, ameaçando-se os proprietários de discotecas.
Aurélio tinha subido meteóricamente, pôs
o irmão a gerir um café, ajudou um sobrinho músico,
colocou o cunhado como segurança, teve o ginásio
Porto fitness e o voice caffe,
Era dono dos restaurantes Boi na brasa e Mostarda e da discoteca
Chic, na zona industrial do Porto. Era ainda proprietário da
rádio Nova Era, Rádio Terra Verde e
do Porta 29, um café no estadio do Dragão, onde
era responsável pela animação através da
empresa Som Puro.
Nos ultimos meses ,como sabem, têm havido muitas mortes,
contam-se cerca de 6, tratam-se de ajustes de contas entre dois grupos
rivais.
Alguns dos seguranças ilegais, desses grups, têm
no currículum vários homícidios, roubos, um deles,
conhecido por alcunha "B. M " até destruiu esquadras da polícia.
( A revista não menciona nomes , ou então a fonte
com quem falaram não quiz revelar ).
Outro fulano, "Z. M" , esteve sete anos preso, na cadeia de
Custóias, treinou boxe na Boavista, fez segurança a um
dos mais destacados dirigentes do Fc do Porto e
controla dezenas de indivíduos com curriculum em matéria
de extorsões, sequestros, segurança ilegal e cobranças
difíceis.
O indivíduo morto no Maré Alta, a 26 de Março
de 2006 ,seria um dos homens de confiança de "Z. M".
.Outra figura de respeito é "Q.", africano, pugilista,
já com processos em tribunal relacionados com os mais diversos
crimes.
Tiroteios e agressões incluem-se nas suas "prestações
de serviços" e dos seus "colaboradores".
Existem ainda grupinhos, de jovens de bairros problemáticos,
bem armados, alguns impedidos de entrar em certas discotecas, mais tarde
vingam-se..
O controlo das entradas de bares e discotecas, o "Território"
é um filão. Além de exigirem percentagem dos lucros,
estes grupos criam um clima de medo e insegurança.
Na Maia , Porto e Matosinhos, vários proprietários
foram obrigados a contratar os mesmos fulanos que provocavam desacatos.
O modus operandi é simples, vão ter com o dono
de um Bar ou discoteca e insinuam que a
segurança só pode ser feita por eles, caso o proprietário
não queira ter problemas.
Propõem preços e percentagens, uma recusa pode
originar, no momento, agressões a clientes e destruição
de
mobiliário.
A segurança da queima das fitas, festas de estudantes,
no Porto, é outro filet-mignon, até 2001,
foi feita por seguranças ilegais.
O recinto chegava a ser dividido em três sectores, e Aurélio
Palha foi quem mais governava, durante a década de 90.
Houve sempre problemas, incluindo agressões a estudantes,
algumas por puro gozo.
Em 2002, o então presidente da Federação
Académica do Porto, Nuno Mendes, cortou com a situação
e resolveu requisitar a Psp para o "queimódromo", resultado:
Tanto ele como o tesoureiro
da altura sofreram ameaças e tiveram de sair do Porto
por alguns dias.
Em 2003, a vigilância passou a ser feita por uma empresa
legalizada de seu nome Segureza. Cerca de 120, 130 mil euros por uma
semana e 130 homens.
Mas nem tudo é facil de resolver , e quem se atravessa
no caminho sofre consequências. Em 2005, um dirigente universitário
foi ameaçado porque, após ter acertado tudo com um grupo
de "clandestinos", optou por seguranças legais...
A revista "Visão" lança ainda uma hipótese,
baseados num depoimento de um ex inspector da PJ com provas dadas em
caso, que a PJ não investiga mais nas ruas para não se
investigar a si própria,
pode ser, já que na tvi também foi realizada
uma entrevista com um ex polícia, que trabalhava como segurança
e ele diz ter recebido ameaças de alguns polícias, e ja
foi assassinado um policia que iria ser seu testemunha em tribunal.
Influências desses grupos.
Este ano, 2007, vários seguranças musculados,
entraram numa reunião de uma antiga instituição
de ensino do Porto e ameaçaram de morte um candidato à presidência
da mesma.
Estes grupos estão também atentos a entidades
que recebam subsídios e tentam influenciar, recorrendo
à coacção, a escolha de pessoas de confiança
para cargos directivos.
Há poucos anos uma máfia da noite tentou formar-se
em Lisboa.
Quem conhece o millieu fala de coacções violentas
exercidas sobre donos e gerentes de discotecas, por parte de indivíduos
ligados ao império de strip tease Passerelle, que pretendiam
ficar com o serviço de vigilância daqueles estabelecimentos.
Quando se deu o processo Passerelle, foi assassinado o dono
da discoteca "avião" ele era uma das testemunhas do caso Passerelle.
Actualmente, existe o recrutamento de seguranças ilegais
no meio criminoso, para fazer face a quem procure entrar em discotecas
para vender drogas, traficar armas ou arrebanhar clientes para
as suas prostitutas. Dissimulados, esses homens são
eficazes, porque sabem com quem lidam.
Os gerentes, no entanto, cedo perdem o controlo da situação
: " Há casas em que quem manda, de facto, são os líderesda
segurança ", dis fonte conhecedora.
As grandes empresas de segurança, fogem do nicho das
discotecas como o diabo da cruz. Não é por acaso..
Algumas capas de jornais :
.
.
Artigos dos jornais "24 Horas" nº 3490 de 11/12/2007 página
4, 24horas nº 3491 ( de
12/12/2007) e "24 Horas" nº 3494 de
15/12/2007 , página 4.
« Morto em fogo cruzado »
Mais de 50 tiros de metrelhadora contra o segurança Alberto
Carvalho, 26 anos, ( "Beto maluco" ,como era conhecido ).
Dois atiradores com metrelhadoras Uzi, fizeram um fogo cruzado para
não falhar o alvo.
O segurança Alberto foi baleado com 19 tiros.
Ele era segurança da discoteca "Number One"
Eles ja o estavam a vigiar há algum tempo e apanharam-no
desprevenido quando fazia mudanças...
À porta de casa, em Gaia, depois colocaram-se em fuga num
bmw.
A pj recolheu no local mais de 50 invólucros de balas, a
autópsica ao corpo revelou que haviam dois atiradores á
espera da vítima.
A avaliação balística confirma que os disparos
foram feitos por metrelhadoras Uzi.
Recorde-se que ele era uma testemunha-chave, só ele viu
quem havia assassinado Aurélio Palha
Alberto ( Beto maluco) ja tinha tido casos de violência, num
deles espancou até á morte um cliente, a 4 de Fevereiro
de 2001, na discoteca Number ONE,
agrediu fortemente o cliente na cabeça, o qual ficou em coma,
falecendo 2 dias depois...
Foi julgado no tribunal de S. João, recorreu da sentença...
Uma Uzi pode ser adquirida com facilidade
na noite do Porto.
É só estalar os dedos e aparece uma arma de guerra nas
mãos dos membros de gangues da noite no Porto.
Qualquer um pode ter uma arma e até são baratas.
Os gangues da Ribeira e de Miragaia têm várias armas
de alto calibre, basta ter-se o contacto da pessoa certa e pode-se adquirir
uma arma,
Uma Uzi ou uma Kalashnikov pode ser adquirida por preços entre
os 500 e os 750 euros.
Referiu ao "24Horas" uma fonte ,que optou por manter o anonimato.
Qualquer pessoa pode ter uma dessas armas, não necessita pertencer
a um gangue, basta ter dinheiro para pagar.
Até miúdos usam armas.
Cameras de videovigilância para as
ruas do Porto.
Vêm de inglaterra, em finais de Janeiro já estarão
instaladas, são 13 câmeras, disse o presidente da Associação
de Bares da Zona Histórica do Porto ( ABZHP).
17 Dezembro 2007
Notícia sic online:
Desmantelado "núcleo duro" de violência
no Porto:
O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio
Ribeiro, confirmou oficialmente, este domingo, 14 detenções
no âmbito da operação "Noite Branca", de combate à
criminalidade associada à
noite no Porto.
Ler o resto no LINK.
Actualização 4 Janeiro 2008
:
Agora uma equipe
de Lisboa, lidaderada pela procuradora Helena Fazenda, está a investigar
os crimes da noite Portuense, e a PJ do Porto perdeu o controle da investigação,
o PGR (procurador geral da república ) Pinto Monteiro também
está a investigar o caso.
Mas isso será 100% bom?
Talvez não,
Segundo o jornal “24 Horas” nº 3512, ( de 4 Jan 2008 , página
5 )
Devido a toda esta demora e mudança de equipe, os principais suspeitos
da criminalidade do Porto tiveram tempo suficiente para destruir provas, e
alguns para fugirem.
Hugo Rocha é o principal suspeito da morte de “Nuno Gaigato” e está
actualmente em parte incerta.
Natalino Correia, Hugo Oliveira e Liuís Filipe são 3
testemunhas no caso da morte de Ilídio Correia (em Miragaia), Natalino
é irmão da vítima , não têm actualmente
protecção policial.
Actualização Março de
2008 :
2008-03-04 Morre testemunha da Judiciária.
( fonte: Correio da
Manhã )
Carlos Filipe, dono do stand Finicar e informador da Polícia Judiciária
(PJ), morreu ontem de madrugada na sequência de um acidente de viação
de estranhos contornos.
O caso só à noite começou a ser investigado pela PJ,
depois de se confirmar a identidade da vítima.
O Ferrari em que seguia está completamente destruído e os familiares
de Carlos não conseguiram reconhecer o cadáver no Instituto
de Medicina Legal do Porto.
A confirmação da identidade foi feita através da ficha
dentária, também ao final da tarde de ontem.
Os contornos do caso são estranhos mas tudo indica que o carro tenha
explodido.
Carlos seguia, pelas 05h30, em direcção a Ermesinde, onde residia,
quando o carro embateu numa árvore. Havia destroços em cima
de árvores e da vegetação circundante,
que indiciam a explosão. Tudo indica que a viatura se incendiou de
seguida. Não existe qualquer testemunha ocular.
“Só percebemos que era um Ferrari pelas jantes.
O carro estava completamente irreconhecível”, disseram os elementos
dos Bombeiros de Pedrouços, Maia, ao CM, garantindo não ser
possível sequer atestar qual era a cor do veículo.
A BT informou a PJ para o acidente, ainda durante a manhã. No entanto,
a identidade fornecida seria um estrangeiro que não tinha ficha policial.
As autoridades ainda tentaram avisar a família, mas aqueles garantiram
que a pessoa em causa não se encontrava no nosso país há
mais de dois meses.
Desconhece-se as diligências feitas em seguida, mas a BT, ao final
do dia, ainda não confirmava a identidade. E também não
avisara a PJ de que haveria suspeitas de se tratar do dono da Finicar.
Só hoje é que o veículo deverá ser sujeito a
perícias.
VELHO CONHECIDO
Carlos é um velho conhecido da polícia. Já esteve envolvido
em alguns processos por tráfico de droga, mas nunca terá estado
preso.
Quando despoletou o processo da ‘Noite Branca’ – relacionado com a violência
no Porto, de que resultaram pelo menos quatro mortes em seis meses –,
Carlos foi abordado pelas autoridades.
Telma Sequeira, mulher de Bruno ‘Pidá’ (o principal arguido), chegou
mesmo a mostrar mensagens de telemóvel, trocadas entre Carlos e um
inspector da PJ, onde o investigador pedia ao empresário
para lhe arranjar testemunhas (ver caixa).
Teria necessidade de demonstrar que ‘Pidá’ conduzira o carro referenciado
numa das tentativas de homicídio e pedira-lhe que “arranjasse” os
depoimentos.
Que seriam dados pelos ‘putos de Valbom’ – outro dos gangs relacionados com
a violência – com quem Carlos manteria uma relação próxima.
Desde essa altura, a vítima vivia apavorada. Identificado como informador
da PJ, Carlos tornou-se um alvo fácil, o que se agravava por circular
também nos meandros da criminalidade.
FAZENDA NÃO AVOCOU CASO DO SEGURANÇA
BALEADO
Os disparos contra Luís Alberto Martins, o segurança de 34
anos baleado na madrugada de domingo, no café-discoteca Bela Cruz,
na Avenida da Boavista, junto à Foz, no Porto, não terão
sido cometidos no âmbito dos ajustes de contas no mundo da noite.
Esta é a convicção da Judiciária do Porto, que
ontem mesmo informou a equipa de Helena Fazenda de que o caso já estaria
praticamente esclarecido, não devendo ser avocado pela equipa especial.
O suspeito dos disparos (seis balas atingiram a vítima no corpo e
na cabeça) será um indivíduo de etnia cigana que não
estará relacionado com nenhum dos gangs a quem é atribuída
a violência, sendo
falsas as primeiras indicações chegadas às autoridades.
O crime foi cometido por vingança, mas apenas porque o segurança
expulsou os clientes do estabelecimento. Foram já fornecidos elementos
às autoridades que, até ao fecho desta edição,
não tinham detido qualquer suspeito.
Ainda segundo o que o CM apurou, terão também sido apreendidas
as cassetes do sistema de videovigilância que permitem identificar
os suspeitos.
Luís Martins apresentava melhoras ontem, embora o seu estado continue
a ser considerado grave. Está nos Cuidados Intensivos.
LER O RESTO AQUI.
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