FMI pressiona

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Washington quer que FMI pressione países europeus :

Os EUA desejam que o Fundo Monetário Internacional (FMI) leve os governos europeus a serem “mais criativos e agressivos” no combate à crise, nomeadamente permitindo que o BCE compre dívida dos países em dificuldades.

Ao falar durante o fim-de-semana perante os altos responsáveis do Fundo, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, afirmou que "o sucesso da próxima fase da resposta à crise vai depender da vontade e capacidade da Europa (...) em aplicar as suas ferramentas e processos financeiros de modo criativo, flexível e agressivo, para apoiar os países que estão a implementar reformas, mantendo-se à frente dos mercados".

A reunião do FMI, que terminou no sábado, não resultou em acordo, tendo o comunicado final meramente afirmado que são necessárias "reformas estruturais" para estimular o crescimento na zona euro. A directora-geral do Fundo, Christine Lagarde, afirmou que, embora tenham sido conseguidos mais 325 mil milhões de euros para reforçar as reservas do FMI, um acordo final não foi possível devido à relutância dos países europeus em perder direitos de voto, o que é uma das exigências das maiores economias emergentes - como China, Índia e Brasil - para aceitar aumentar as suas contribuições. "A resistência de alguns países às alterações de direitos de voto tem sido profundamente negativa para a instituição", disse o ministro das Finanças brasileiro, Guido Mantega.

 

fonte: Diário Económico

 

 

 

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